BR 10 2021 011192 5 - Dispositivo para redução de aerossóis produzidos pelas canetas de alta rotação durante intervenções odontológicas

Concedido(a) Área: Ciências da Saúde Categoria: Ciências da Saúde

A presente invenção compreende um dispositivo fabricado com borracha de silicone reforçada com 3,5% de nanopartículas de alumina, dando-lhes resistência mecânica com resiliência e possibilidade de ser submetido ao processo de esterilização por calor úmido sob pressão (autoclave,132 oC a 134 oC por 15 min ou 121 oC por 30 min).

Dentre os efeitos técnicos da presente invenção, destacam-se a capacidade de reduzir ao máximo a dispersão de aerossóis produzidos pelas canetas de alta rotação, durante intervenções odontológicas, no ambiente de trabalho dos Cirurgiões-dentistas e reduzir a possibilidade de contaminação do profissional, de seus colaboradores, dos pacientes e das superfícies do ambiente de trabalho. Os objetos da invenção desse produto são:

  1. borracha de silicone

  2. nanopartículas de alumina

Em uma realização preferencial, esse produto será adaptado à caneta de alta rotação de uso odontológico para reduzir os aerossóis produzidos durante o procedimento odontológico. Estes e outros objetos da invenção serão imediatamente valorizados pelos versados na arte e pelas empresas com interesses no segmento, e serão descritos em detalhes suficientes para sua reprodução na descrição a seguir.

Número do Pedido: BR 10 2021 011192 5

Área / Categoria: Ciências da Saúde

Problema Resolvido: A presente invenção trata-se de um dispositivo para ser acoplado à caneta de alta rotação, com aplicação na área de odontologia visando reduzir ao máximo a dispersão de aerossóis produzidos pelas canetas de alta rotação durante intervenções odontológicas. Atualmente as tecnologias na área de clínicas odontológicas enfrentam problemas em relação à contaminação cruzada. Muitos procedimentos odontológicos produzem aerossóis (gotículas e respingos) que contém vários microrganismos patogênicos e representam um risco de propagação de infecções entre dentista/equipe de trabalho e pacientes. Estas partículas em suspensão no ar são visíveis durante o preparo dentário com instrumento rotatório (caneta de alta rotação) ou abrasão a ar, durante o uso da seringa ar-água, durante o uso de aparelhos ultrassônicos para remoção de cálculo dentário ou preparos para restaurações e durante o polimento dental ou de restaurações. Esse aerossol é uma combinação de materiais originários do local de tratamento (resíduos de restaurações, tecido dental, sangue, saliva) e das linhas de água da unidade dentária. Questões relacionadas ao potencial de disseminação de infecções a partir desse aerossol são frequentemente levantadas. Dentre as doenças que podem ser contraídas por meio desse aerossol estão Como efeitos técnicos da presente invenção, destacam-se a redução da contaminação do profissional, colaboradores, pacientes e das superfícies do ambiente de trabalho. A presente invenção contempla empresas e profissionais da área odontológica e será descrito a seguir em detalhes para sua reprodução. A metodologia desta presente invenção é inovadora, pois apresenta um dispositivo apresentado como um componente único, fácil de ser inserido e removido, reutilizável após esterilização por vapor úmido sob pressão. Outros dispositivos disponíveis no mercado realizam a captação dos fluidos bucais distante da área de origem dos aerossóis e mesmo quando realizado por uma Auxiliar de Saúde Bucal não necessariamente acompanham, em tempo real, quaisquer eventuais mudanças de posição da caneta de alta rotação geradora de aerossóis. Além de uma metodologia inovadora, o dispositivo aqui apresentado consiste essencialmente de um componente único produzido com silicone de alta dureza (Shore-A 55), reforçado com nanopartículas de alumina. O silicone é um material borrachoide, que resiste a temperaturas de -20º até 300º C, inerte, inodoro, flexível, atóxico, hidrófobo, antiaderente e isolante. Apresenta ótima resistência elétrica, boa resistência química, resiliência e resistência a fungos e bactérias. Silicone com dureza de 50 e 60 Shore-A exibe elasticidade particularmente alta que varia muito pouco com a temperatura. Contudo, a resiliência tem grande dependência da temperatura. No entanto, será necessária uma temperatura muito mais alta (180 oC) do que aquela utilizada para esterilização em autoclave (134 oC) para que produzir uma redução de resiliência de 30% para 15%. O Silicone só se torna duro e frágil a temperaturas inferiores a 55 ºC negativos, o que não ocorre na prática odontológica. Todo dispositivo usado na clínica odontológica deve, preferencialmente, ser resistente ao estresse produzido pelos repetidos ciclos de esterilização em autoclave. O silicone possui baixa dependência entre suas propriedades mecânicas e a temperatura. A borracha de silicone em altas temperaturas apresenta valores superiores das propriedades como resistência mecânica, resiliência e resistência a abrasão, comparado a outros tipos de borracha.

Aplicações / Vantagens:
A presente invenção situa-se no campo técnico de equipamentos médico-odontológicos e compreende um dispositivo fabricado com borracha de silicone Shore-A 55, reforçada com 3,5% de nanopartículas de alumina, dando-lhes resistência mecânica com resiliência e possibilidade de ser submetido ao processo de esterilização por calor úmido sob pressão (autoclave,132 oC a 134 oC por 15 min ou 121 oC por 30 min). A presente invenção trata-se de um dispositivo para ser acoplado à caneta de alta rotação, com aplicação na área de odontologia visando reduzir ao máximo a dispersão de aerossóis produzidos pelas canetas de alta rotação durante intervenções odontológicas. Atualmente as tecnologias na área de clínicas odontológicas enfrentam problemas em relação à contaminação cruzada. Muitos procedimentos odontológicos produzem aerossóis (gotículas e respingos) que contém vários microrganismos patogênicos e representam um risco de propagação de infecções entre dentista/equipe de trabalho e pacientes. Estas partículas em suspensão no ar são visíveis durante o preparo dentário com instrumento rotatório (caneta de alta rotação) ou abrasão a ar, durante o uso da seringa ar-água, durante o uso de aparelhos ultrassônicos para remoção de cálculo dentário ou preparos para restaurações e durante o polimento dental ou de restaurações. Esse aerossol é uma combinação de materiais originários do local de tratamento (resíduos de restaurações, tecido dental, sangue, saliva) e das linhas de água da unidade dentária. Questões relacionadas ao potencial de disseminação de infecções a partir desse aerossol são frequentemente levantadas. Dentre as doenças que podem ser contraídas por meio desse aerossol estão a influenza, tuberculose, hepatites e Covid-19. Como efeitos técnicos da presente invenção, destacam-se a redução da contaminação do profissional, colaboradores, pacientes e das superfícies do ambiente de trabalho. A metodologia desta presente invenção é inovadora, pois apresenta um dispositivo apresentado como um componente único, fácil de ser inserido e removido, reutilizável após esterilização por vapor úmido sob pressão. Não são conhecidos dispositivos que acoplem sugadores junto à caneta de alta rotação, deste modo, os dispositivos existentes não se conectam à caneta de alta rotação, ficando em uma região fixa dentro ou até mesmo fora da boca, ou mesmo contando com a operacionalidade da Auxiliar em Saúde Bucal, que aciona o sugador de modo intermitente. Assim, os dispositivos atuais não atuam de forma contínua em sincronia com a fonte geradora de aerossóis, facilitando, desse modo, o escape de partículas potencialmente contaminantes à equipe odontológica e ao ambiente de trabalho. Além de uma metodologia inovadora, o dispositivo aqui apresentado consiste essencialmente de um componente único produzido com silicone de alta dureza (Shore-A 55), reforçado com nanopartículas de alumina. O silicone é um material borrachoide, que resiste a temperaturas de -20º até 300º C, inerte, inodoro, flexível, atóxico, hidrófobo, antiaderente e isolante. Apresenta ótima resistência elétrica, boa resistência química, resiliência e resistência a fungos e bactérias. Silicone com dureza de 50 e 60 Shore-A, exibe elasticidade particularmente alta que varia muito pouco com a temperatura. Contudo, a resiliência tem grande dependência da temperatura. No entanto, será necessária uma temperatura muito mais alta (180 oC) do que aquela utilizada para esterilização em autoclave (134 oC) para que produzir uma redução de resiliência de 30% para 15%. O Silicone só se torna duro e frágil a temperaturas inferiores a 55 ºC negativos, o que não ocorre na prática odontológica. Todo dispositivo usado na clínica odontológica deve, preferencialmente, ser resistente ao estresse produzido pelos repetidos ciclos de esterilização em autoclave. O silicone possui baixa dependência entre suas propriedades mecânicas e a temperatura. Desta forma, propriedades como resistência mecânica, resiliência e resistência a abrasão, apresentam valores superiores, em altas temperaturas, aos encontrados em outros tipos de borracha. 3,5% de nanopartículas de alumina. A presente invenção contempla empresas e profissionais da área odontológica.

Data de Concessão: 23/12/2025

Data de depósito do pedido: 10/06/2021

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